PATRÍCIA é jornalista e assina POETA. Eu sou ANGELA, Pedagoga e assino RAMALHO (o que não deixa de ter também a sua poesia). Fico pensando como seria divino assinar "Poeta" depois do nome. Até fiz uma poesia sobre isso! Esse blog é um espaço onde brinco com as palavras, fazendo aquilo que gosto. E o que eu gosto mesmo é de fazer poesias! Portanto, embora não seja PATRÍCIA, eu sou POETA!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

22ª BIENAL DE SAMPA: MINHAS IMPRESSÕES



          Cheguei em São Paulo no dia 15/08, por volta de 21h. Fiz o check-in no hotel, tomei um banho, jantei algo bem leve e fui dormir. No dia seguinte, após um farto café da manhã, solicitei um taxi e seguimos para o Anhembi. Era 9h30m. do dia 16/08, uma quinta feira e as filas estavam enormes. Como escritora, já havia feito o pré cadastramento pela internet, faltava apenas digitar o código de barras, imprimir o crachá e passar pela entrada. Fiz isso rapidinho. Na entrada, o movimento era constante. Muita gente entrando e quase ninguém saindo, sinal que lá dentro o público ia se apinhando.


Vi muitos estandes interessantes, atrações diversificadas, palestras, oficinas. Destaco alguns que me chamaram a atenção: Cozinhando com palavras (pela beleza, colorido e por lembrar que palavra também se cozinha); Deu a louca nos livros (pela ludicidade e criações artesanais utilizando papel e sucatas); Turma da Mônica (pela atração que exerce em qualquer faixa etária) e o estande da Editora Cortez que inovou, abusando da criatividade ao construir um estande semeando ideias sustentáveis tais como montar um estande utilizando caixas de papelão.






Outra que me chamou a atenção foi a Callis com a Árvore dos Desejos Ambientais. As pessoas chegavam e pensavam num desejo para o meio ambiente (cada desejo era representado por uma cor) e de acordo com as cores escolhidas, recebiam duas fitas: uma para amarrar na árvore e outra para levar consigo, para manter vivo aquele desejo. Eu escolhi um desejo amarelo (não que os demais não sejam importantes) mas pensei na minha rinite e em como o ar de São Paulo estava me fazendo mal (me informaram que há mais de 30 dias não chove na metrópole) e eu precisando muito de ar puro! Não tive dúvidas: amarrei na árvore uma fita amarela e com ela minha esperança de uma São Paulo menos poluída. Quem sabe até a próxima Bienal...



Também trouxe algumas ideias que considero seriam viáveis por aqui. Quando vi a BiblioSESC, uma espécie de biblioteca ambulante, montada dentro de um ônibus, com livros expostos num imenso tapete verde, onde crianças e adolescentes liam espalhados nas várias “rodas” de leitura, foi impossível não pensar naquela cena acontecendo na Praça da Catedral, num domingo à tarde. Vou “buzinar” isso nos ouvidos da Laide, da Unidade do SESC em Maringá. E vai ser lindo, quando acontecer!



Essa Bienal homenageou personagens que marcaram a nossa literatura: Jorge Amado, Nelson Rodrigues e os 90 anos da Semana de Arte de 22. Muito foi falado desses imortais. A exemplo da Bienal de 2010, painéis e livros gigantes falavam de ou sobre eles.


Outra coisa que me chamou a atenção foram os “livros pendurados”. Sim, literalmente pendurados em mangueiras transparentes que passavam por um orifício feito numa das extremidades do livro, onde após uma dobra da mangueira, finalizava com um amarrado, utilizando aquelas tirinhas plásticas para fixação. Achei demais! Gostei tanto que não atentei para um detalhe: de quem era o estande que apresentou tão criativa ideia? Alguém saberia me dizer?


Finalizo aqui minhas impressões gerais sobre a feira. O ar de São Paulo não me fez bem, mas dentro do Anhembi pude respirar cultura, o que me fez um bem danado! Amanhã posto algo sobre meus lançamentos (individuais e coletivos) e as fotos. No final das contas, foi bastante produtiva a viagem!

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