PATRÍCIA é jornalista e assina POETA. Eu sou ANGELA, Pedagoga e assino RAMALHO (o que não deixa de ter também a sua poesia). Fico pensando como seria divino assinar "Poeta" depois do nome. Até fiz uma poesia sobre isso! Esse blog é um espaço onde brinco com as palavras, fazendo aquilo que gosto. E o que eu gosto mesmo é de fazer poesias! Portanto, embora não seja PATRÍCIA, eu sou POETA!

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Não sou Patrícia mas sou Poeta
 OPINIÃO
By Angela Ramalho


"PELOS LIVROS, VALEU"
Artigo de Alexandre Gaioto
disponivel em http://www.odiario.com/dmais/noticia/378548/2010-pelos-livros-valeu.html

O artigo do jornalista Alexandre Gaioto traz um resumo do que foi a “boa literatura” em 2010 nos gêneros conto, romance e poesia. Traça o panorama nacional, citando Ferreira Gullar e os curitibanos Cristóvão Tezza e Dalton Trevisan, este último retratado de forma polêmica por Miguel Sanches Neto, de Ponta Grossa.
Na poesia, além de Ferreira Gullar, senti falta das citações de Adélia Prado (“A duração do dia”) e Affonso Ávila (“Poeta poente”), que publicaram livros inéditos em 2010.
Gaioto cita ainda Fabrício Corsaletti e Alberto Martins (Cia. das Letras) como os novos nomes da poesia brasileira contemporânea. Não obstante, vivemos um momento de “boom literário” onde a proliferação de weblogs e sites com iniciativas de apoio a escritores iniciantes (ou não), faz surgir, a cada dia, nomes absolutamente desconhecidos e talentosos (como o meu, rs) fazendo com que reconheçamos a inegável importância da internet para os escritores e para a literatura. Nessa linha, em 2010 muito se falou sobre os novos suportes eletrônicos para a leitura (e-books) e desencadearam-se debates sobre o fim do livro impresso (o que eu pessoalmente não acredito) em encontros literários no Brasil e no exterior.
            Na área da literatura de ficção, faltou citar o que muitos consideram o melhor título do ano, o romance “2066” do chileno Roberto Bolaño.  Também não citado, mas merecedor de destaque foi “O passageiro do fim do dia” de Rubens Figueiredo.
            Entre os estrangeiros, foram citados o norte-americano Philip Roth e o sul-africano J. M. Coetzee como as “boas surpresas” do ano, no que concordo plenamente, mas tem muita gente boa se destacando por aí: Saul Bellow com a obra “As aventuras de Augie March”; a portuguesa Hélia Correia com o seu “Adoecer” ; o norueguês Kjell Askildsen  com  “Um repentino pensamento libertador” são só alguns nomes, entre os muitos destaques do ano.
            Para completar o “balanço” faltou dizer que 2010 foi rico em iniciativas de incentivo à leitura. Tivemos no Brasil a maior festa literária da América Latina, a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo (da qual tive a honra de participar e onde pude perceber que a literatura ganha espaço, cada vez mais, em iniciativas desse gênero).
            Importante citar que grandes nomes da literatura nacional realizaram mostras ao longo do ano: Pagu, Monteiro Lobato, Clarice Lispector, Fernando Pessoa, Raquel de Queiróz.
            Lamentavelmente, foi um ano de perdas significativas: Saramago na literatura portuguesa e J.D. Salinger na literatura norte-americana. A América Latina conheceu Mário Vargas Lhosa, ganhador do Prêmio Nobel de Literatura.
            Foi também um ano em que “bombaram” as biografias, onde políticos, músicos e demais personalidades (Hitler, Nelson Mandela, Obama, Rick Martin, David Bowie e no Brasil Marina Silva e até o vice presidente José de Alencar) tiveram suas vidas escancaradas e os lugares em que viveram revisitados.   
            Trazendo o “balanço literário” para a nossa terrinha (já que o artigo nem menciona que existem escritores em Maringá, o que confirma o velho ditado "santo de casa não faz milagres") no campo da literatura, nem só de Laurentino Gomes se ouviu falar em Maringá.
            O segundo semestre de 2010 teve boas iniciativas literárias, com lançamentos de obras que talvez não se convertam em “best sellers” mas que terão grande importância para o registro histórico do movimento cultural existente na Cidade Canção: “Memórias de uma Potingá” da professora Miriam Ramalho e “Cartas de Evita que Perón não leu” de Railda Masson Cardozo, foram lançados em outubro; “Sala dos Suplícios: Dossiê do caso Clodimar Pedrosa Lô", do historiador Miguel Fernando, foi lançado em novembro; “Palavras pedem passagem” e “Poeminhas Dedicados” (desta aprendiz que vos fala), foram lançados em dezembro. 
          Ah, somente para finalizar: santo de casa faz milagres sim, pois de outra forma eu não teria lançado dois livros, ido à Bienal, ido a São Paulo receber Menção Honrosa, tudo isso às minhas custas, sem receber nenhum incentivo de órgão público (leia-se Secretaria de Cultura),  patrocínio ou ajuda de custo. A esse milagre eu chamo paixão. Paixão pela escrita.


Angela Ramalho
Pedagoga e escritora
            







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